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terça-feira, 20 de julho de 2010

Comendo Poeira na Terça Feira


Depois de um fim de semana com muita chuva, retornei aos treinos nesta segunda feira, fiz 12 km dentro do ginásio do Sesi, em uma pista de 400 metros que contorna as quadras poliesportivas. Piso super-ultra-mega duro. Concreto.
Hoje terça fiz 30km de speed no Anel Viário, durante o horário de almoço. O dia estava com um sol brilhando e o céu totalmente azul. Inspirador.
Encontrei o Cláudio Kock treinando e tentei acompanhá-lo. Doce ilusão. Literalmente “comi poeira”, o ritmo de treino dele é muito forte. Simplesmente não consegui acompanhar. Não consegui ficar na roda dele. Impressionante.
Terminei os 30km quebrado.
Considero muito positivo treinar com alguém que esta muito a frente do meu patamar. Me faz refletir o quanto ainda tenho que caminhar rumo meu objetivo; e olha que ta longe...

Abraços.

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Treinos da Semana

Comecei a semana fazendo 45km de MTB na segunda a noite, com o pessoal da Happy Bike, fomos para a região do Encano, num ritmo tranqüilo, somente girando.
Terça feira corri 8,4 Km no parque Ramiro, sem forçar as pernas, ritmo tranqüilo, mas sem trotar, vou poupar as pernas na corrida esta semana.
Hoje durante o horário de almoço fiz 30 km de speed no Anel Viário, ritmo forte, no clip.
Muito agradável pedalar essa época do ano, o tempo esta firme, o sol não é abrasador, foi um treino forte.
Em uma das voltas encontrei o Cláudio Kock treinando e descobri uma coisa:
O cara é supersônico. Não deu pra acompanhar, comi poeira...

Tá chegando o sábado, tenho que trocar as rodas da bike e as pastilhas de freio, ainda não tomei a decisão de qual bike usar.

terça-feira, 22 de junho de 2010

A roda que não roda.


No último sábado fizemos um pedal para Massaranduba via Vila Itoupava, eu o Marquinhos e o João. Saímos as 14:30 mantendo um bom ritmo.
Encontrei muita dificuldade para acompanhar os dois, tinha um vento contra que parecia me afetar muito mais que os outros, meu pedal não rendia.
Na subida da serra da Vila a coisa complicou de vez, procurei manter uma cadência mais baixa, pois queria fazer um pouco mais de força, os dois sumiram na minha frente.
Sentia minhas forças sumindo a medida que subia, mesmo depois, já no trecho de descida ao plano, parecia que eu sempre tinha que pedalar mais para conseguir manter o ritmo dos dois. Com 40Km de pedal e eu já estava “pela boa”.
Paramos em um boteco para reabastecer as garrafinhas e quando estamos para sair constatei que a roda traseira de minha speed esta trancando. Estava bem “freiada”.
Era até difícil fazer a roda girar com as mãos. Pronto. Tá explicado.
Pedalei uns 40km com a roda presa.
Depois desse episódio parece que nem bicicleta tinha embaixo de mim, voltamos num ritmo mais forte que a ida, foi um bom treino em boa compania.
Ontem corri 5km na esteira, estava chovendo de novo.

Abraços.

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Treinos Molhados


Fim de semana agitado, começando na sexta-feira a noite, realizei um treino de corrida no parque Ramiro, 10km, sendo 1 minuto forte e 4 moderado.
Sexta feira é o melhor dia para treinar no parque, poucas pessoas caminhando e normalmente quem se dispõe a fazer exercícios na sexta-feira não esta lá de brincadeira. Tem dia que a maioria das pessoas esta passeando e conversando pela pista, acaba atrapalhando um pouco quem está lá para treinar.
Porém tenho consciência de que o parque Ramiro não é um local destinado e treinamentos mais sérios e sim um local de lazer para a comunidade.
O treino foi muito bom, na última volta a chuva despencou a me deixou encharcado, voltei para casa num trote leve, pois se fosse caminhando acho que congelaria.

O Sábado amanheceu com muita chuva. Havíamos marcado um pedal para Pomerode com saída as 14:00.
Neste horário estava caindo à maior chuva. Uma breve parada no aguaceiro e fui dar uma olhada no ponto de encontro e lá estavam o Pezão e o De Paula. Resolvemos ir de qualquer forma para o treino.
No meio do caminho despencou o inevitável temporal. Ainda bem que fui com a Cannondale, coitada da bike, ficou um traste. O pedal seguiu em um bom ritmo até Pomerode, sob muita chuva, subi a serra muito bem mantendo uma cadência que normalmente não consigo manter, o clima ameno ajuda muito.
Fiquei no barzinho no topo da serra aguardando De Paula e o Pezão que desceram para o outro lado, ou melhor, tentei ficar pois após alguns minutos parado comecei a gelar. Estava ensopado. Resolvi descer sozinho.
Pedi para o dono do bar avisar o pessoal e segui o pedal. Muito frio na descida da serra, depois vim mantendo um bom ritmo até Blumenau, sempre alternando trechos com chuva. Para finalizar quando estava na rua Benjamin Constant, um prego fura o pneu dianteiro. Não acreditei.
Eu estava imundo, gelado, a bike mais imunda ainda. A vontade de trocar o pneu aquela altura do campeonato não existia.
Resumindo tirei as sapatilhas e fui empurrando a bike até em casa, sob uma chuva fina. Andando descalço, ou melhor, só de meias, amarelas!
Parecia um lunático, de capacete, todo sujo, empurrando uma bicicleta e com as benditas meias amarelas. Depois de uns 20 minutos de caminhada estava em casa.
Entrei no chuveiro com roupa, capacete e tudo. Banho quente...

Depois dessa só pedalaria domingo sob os raios do sol, com um céu azul, sem o menor vestígio de chuva.
Quando olhei pela janela as 7:00, chuva. As 8:00 chuva, 9:00, molhado mas não chovendo.
As 10:00 me perguntava o que estava fazendo pedalando no anel viário norte. Não tinha céu azul nenhum, muito menos sol. Logo na primeira volta um aguaceiro tratou de me deixar ensopado. Maravilha.
Fiz uns 45 km em um bom ritmo e depois corri 5 km moderado. Voltei para casa mais uma vez molhado, mas pelo menos com um sentimento de ter feito todo o possível para manter os treinos programados em dia.
Desta vez venci o clima. E não fiquei resfriado!!!
Se fosse a um ano atrás estaria com uma baita gripe. Minha recuperação esta muito boa.

Ainda cheguei a tempo de assistir a etapa do Giro de Itália, com chegada no topo do Monte Zoncolan.
Assistir esses caras pedalando montanha acima e ainda atacando é impressionante! Acho incrível a empolgação da torcida que acompanha a prova, deve ser algo indescritível subir uma montanha daquelas com milhares de pessoas acompanhando e torcendo ao seu lado.
Na etapa de ontem, o que chamou minha atenção foi a diferença de estilos entre os dois principais protagonistas da etapa. O italiano Ivan Basso e o australiano Cadel Evans.
Enquanto Basso parecia subir tranquilamente, normalmente pedalando sentado, Cadel Evans em contraste, pedalava forte, quase sempre em pé, nitidamente muito mais desgastado.
É uma grande inspiração para qualquer ciclista amador assistir uma prova dessas, recomendo!

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Treinos do Final de Semana


No sábado um compromisso estúpido acabou me prendendo até as 16:00, estava louco para pedalar, mas receoso de iniciar um pedal de speed naquele horário, pois já esta começando a escurecer mais cedo.
Como me conheço muito bem, imediatamente conclui que seria muito difícil conviver comigo se passasse o sábado sem fazer nada. Eu fico um chato.
Então fui de carro até o trevo de Pomerode e fiz um pedal da BR 470 até o portal de Pomerode (rótula), sozinho, sob uma chuvinha fina e um vento característico de outono.
A média ficou em 31,8km/h, foi um bom pedal, cheguei no carro já escurecendo mas com aquela sensação de dever cumprido.
A noite inventei de conhecer a Hamburgueria da alameda e dei uma avacanhada geral na alimentação, com direito a chopp. Cheguei em casa com o estomago pesando uma tonelada.
Domingo amanheceu chovendo e eu com uma preguiça descomunal, dei uma olhada pela janela as 06:00, sem condições.
As 07:00, ainda estava molhado, mas só chuviscava. As 08:30 eu já estava pedalando no Anel Viário, encontrei o Pezão e o Juliano, pedalamos juntos, depois apareceu o Ricardo, De Paula, Vieira.
Fiz um pedal forte, fechando em 70km, depois corri 30’ acabando o treino as 11:45 a tempo de almoçar com a família, afinal era dia das mães.
Foi um bom treino em excelente companhia, porém sofri bastante para correr em seguida. Vou ter que investir mais nesses treinos de transição.

A foto acima foi feita no CRI da Copa Hans Fischer na semana passada.

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Fim de Semana Agitado



Neste fim de semana acabei participando da Copa Hans Fischer de Ciclismo, que é realizada na cidade de Pomerode.
Esta prova consiste em duas etapas, no sábado prova de estrada com 70km e no domingo um Contra Relógio Individual de 12km.
Estava meio receoso de participar da prova de estrada, pois não tenho tanta experiência para pedalar em pelotão, porém cheguei a conclusão que não tinha nada a perder, pois na pior das hipóteses, se sobrasse do pelotão, faria um pedal na bela rodovia de Pomerode sobre o asfalto perfeito e não no velho conhecido “acostamento”.
Larguei meio ansioso bem no meio do pelotão, minhas maiores preocupações era ficar no pelotão e evitar possíveis acidentes.
Logo na primeira volta (eram 4), comecei a entender a dinâmica da prova, o pelotão acelerava e desacelerava constantemente, é necessário muita atenção, ali no meio é roda a roda, muito perigoso.
Permaneci as 3 primeiras voltas no meio do pelotão, consegui me hidratar bem durante a prova toda e reservei um boa dose de energia para o final.
Na última volta a coisa começou a apertar. As categorias foram separadas e nosso pelote começo a agir de forma diferente, aumentando bastante a velocidade média.
Próximo a Karsten aconteceu um acidente, que por muito pouco não fui envolvido.
O ciclista que ia a minha frente fez um movimento brusco ao tomar impulso, jogou a bike para trás atingindo minha roda dianteira, eu me vi caindo, a 40km/h. Não sei como, mas o que vinha atrás de mim atingiu uma bike, me jogando novamente para cima, o que me deu equilíbrio novamente e escapei.
Ele não teve tanta sorte e caiu feio, levando outros ciclistas com ele. Até agora não sei se alguém se machucou sério, espero que estejam bem.
Apesar do susto, segui na prova e faltando uns 5 km para a chegada comecei a pensar em tentar algo, estava me sentindo bem e tinha uma “reservinha” de energia.
“Bom, como fique a prova toda na boa, vou tentar uma sarrafada no final”.
Quando enxerguei a rotula antes do pórtico de Pomerode, iniciei um ataque, fui sozinho e consegui abrir um pouco, acho que ninguém deu muita bola pro meu “ataque”, até porque logo depois que o iniciei vi a a marcação do chão assinalando 1km ainda para a linha de chegada. Putz.
Calculei mal, iniciei muito cedo. Fiz a rotula na frente e fui até a lombada eletrônica liderando, mas já com a linha de chegada no visual, comecei a ser ultrapassado por outros competidores. Clássico.
Terminei junto com o pelotão, o que considero um bom resultado.
Gostei muito da experiência, a adrenalina é muito forte, tem que ter muita atenção aos detalhes, é perigoso, mas muito legal.
Agradeço e parabenizo o Fábio(Pezão), Marquinhos, Ricardo, Juliano e Marcelo Olívio, que foram meus companheiros de prova. Valeu Galera.

No domingo foi o “famigerado” CRI, 12km na rodovia que vai de Pomerode a Timbó, incluindo uma serrinha no meio do caminho.
Não estou conseguindo fazer um aquecimento adequado para este tipo de prova, pois só quando ela esta para acabar é que começo a me sentir bem.
Ao contrario de minha estréia neste tipo de prova em Joinville, desta vez estava bem tranqüilo e consegui dosar bem as forças e mantive o ritmo durante o trajeto.
Só que a força foi pouca e o ritmo lento, heheheh.
Apanhei muito na subida da serra, onde fui ultrapassado por um competidor, de resto fui constante, porém tenho que ser mais rápido. Não foi uma boa prova cheguei entre os piores tempos da minha categoria. Mas faz parte.
Pelo menos participei e acumulei mais experiência.
Apesar dos dois resultados decepcionantes nas provas de Contra Relógio, considero esse tipo de prova a essência do ciclismo. Ali é cada um por si. Não tem o beneficio do vácuo, depende só de você. Tenho muito á melhorar ainda.
Para esta semana, corrida em primeiro lugar nos treinos.
Abraço!

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Treino de Terça

Ontem a noite o pessoal fez um treino de speed, indo para Pomerode, como ia ser demorado demais, acabei realizando o treino sozinho no Anel Viário, fechando 30km, sendo 10 giro + 5 tiros de 2km + 10 giro, conforme a planilha pedia.
Depois emendei por conta própria uma corrida de 30’, 6 km na rua. Detalhe que me senti muito bem durante esse treino.
As 21:00 já estava em casa numa boa...fazendo o tempo render!

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Treino Destruidor


Vou resumir os treinos de terça e quarta-feira, na terça tinha programado fazer apenas 5km no Parque Ramiro, estava sem vontade alguma de correr e me sentindo bem molenga. Acho que em razão da prova de domingo em Rio do Sul. Como não fiz nada na segunda feira, o acido lático acumulado começou a dar suas caras.
Fiz os 5km meio que na obrigação, o ritmo foi quebrado e terminei o treino bem cansado. Para o dia seguinte o Juliano programou exercícios e corrida na pista do Sesi, as 15:30. Deveria descansar pela manhã.
Deveria.
Tenho certeza que vocês compreendem o que significa um feriado no meio da semana para que pedala. Não havia como ficar em casa esperando dar 15:30. Acordei cedo e as 8:00 já estava no Anel Viário Norte treinando, queria fechar 100km de speed.
Pedalando sozinho com uns 40km já saquei que não estava rendendo o que eu esperava, parecia que estava com as pernas travadas, esquisito. Encontrei o Juliano e o Pato que chegaram para treinar, o Juliano perguntou o que eu estava fazendo ali, e acabei encerrando o treino com 60km. Conforme ele o treino da tarde seria “duro”.
Os exercícios que fizemos à tarde simplesmente acabaram comigo.
Abdominais, apoio, pula, senta, levanta, corre, salta, deita e assim vai. Não estou acostumado.
Prá fechar tiros de 1km. Nem sei como consegui fazer mantendo o ritmo.
Fiquei podre. Morto, só faltou a pá de cal na cabeça.
As 21:00 já estava na cama. Mas não consegui dormir direito, estava cansado demais.
Amanheci todo dolorido e mega-cansado. Parece até que sou um sedentário que acabou de jogar uma partida de futebol.
Acho estranho eu ainda sentir tanto assim um treino mais puxado...
Hoje vou caprichar na alimentação, fazer um regenerativo, nem que seja na esteira e descansar o máximo que puder. Amanhã já é sexta e vem outro fim de semana por ai.

segunda-feira, 12 de abril de 2010

CRI em Joinville + Treino 110km


Neste sábado foi realizado em Joinville, na Estrada do Oeste, uma etapa do Campeonato Catarinense de Contra Relógio Individual – CRI.
Resolvi participar em cima da hora, sempre tive muita curiosidade por esse tipo de prova, pelo glamour que ela envolve e pelo fato de ser você, única e exclusivamente você que vai fazer o resultado.
Não tem vácuo, não tem pelotão, não tem andar na roda. É só sua força e técnica que vai fazer o resultado.

Como tudo era novidade para mim, na chegada fiquei circulando só observando os atletas participantes e respectivas bikes, imediatamente conclui que a coisa não seria brincadeira. A grande maioria das bikes era especifica para contra-relógio, assim como capacetes e rodas aerodinâmicas, boa parte da turma aquecendo forte em rolo, pensei: “ai, ai, ai”.
O local onde a prova seria realizada era de asfalto perfeito, uma grande reta, fazendo uma curva a direita na metade, com uma subidinha no final, depois voltava. Duas voltas.

Fui o quarto a largar na minha categoria, que ia de 30 a 39 anos, tentava lembrar das dicas que o Pezão passou antes da largada: “Vai na boa, não sai forçando, mantenha um ritmo”.
Quando a fiscal fez a contagem: 5, 4, 3, 2, 1 - VAI ! Minha cabeça misturou as sábias palavras do Pé, e passei a pensar que tinha ouvido: “Vai a toda, sai forçando, esquece o ritmo”.
Sai feito um alucinado, fiz a primeira perna da volta acima de 40km/h, só tinha um detalhe. A ida o vento ajudava, então na volta...
Assim que virei no retorno, já me senti afogado, fui ultrapassado por um atleta, o cara largou 1 minuto depois e já me passa? Não...
Faltava perna também, ritmo oscilando muito, passa outro cara. Não, não...
No último trecho, passa mais um! Não, não, não...

Prá fechar mais um passa.
Passaram 4 atletas por mim numa prova de 12km. É prá acabar mesmo...quando o quarto passou olhei para trás para ver quantos mais estavam na minha cola. Não tinha mais ninguém. Também pudera, tomei 4 minutos.
Não saiu ainda o resultado oficial, mas pelo que vi lá devo ter chegado em último lugar.
Se a prova fosse mais longa, provavelmente eu chegaria depois do último.

Mas, correria a prova hoje de novo. Apesar do resultado trágico, foi muito legal. E por incrível que possa parecer, foi motivador.
Interessante foi o repertório de desculpas que minha cabeça foi arranjando durante a prova: “Minha bike não é adequada para isso”, “os caras tem rodas e capacetes aero”, “não me aqueci direito”, “meu pneu deve estar vazio”, “devo ser o único não dopado aqui”, “minhas pernas cabeludas estão atrapalhando a aerodinâmica”, hehehe, essa foi forte.
Na verdade, subterfúgios da mente para explicar um fraco desempenho do corpo. Talvez o uso da palavra “fraco” não seja a mais adequado, pois dei tudo o que podia. Fui forte. Mas não o bastante perante os outros que competiam, faltou mais experiência, mais técnica do que força.

Agora tenho um parâmetro do nível de pedal em que me encontro, além que conseguir identificar minhas principais deficiências e virtudes.
Deficiência tem um monte, virtude, só vi uma, mas muito importante. Talvez a mais crucial de todas, força de vontade.
Venho treinando desde novembro, evolui bastante na corrida, e considerava meu pedal mediano/bom, na verdade a gente começa a acreditar que esta “muito bem”, nos treinamentos que faz.
Porém falta um parâmetro comparativo com pessoas que também treinam para valer e foi isso que consegui nesta prova. Um belo tapa na cara para acordar.
Antes agora que durante as provas de Duathlon que são o meu foco para este ano.

Agradeço o companheirismo do Pezão, do De Paula que também estavam na prova, agradecimento especial para o Luciano, que foi nosso fotografo oficial e fez belos registros. Olhando as fotos que ele fez, parece que eu cheguei em primeiro lugar num contra-relógio do Tour de France.

No domingo, pedalei 110km no anel viário norte, tinha uma galera treinando, mas sem fechar um pelotão, uns iam outros vinham, também fiquei nessa. Pedalei com todo mundo e sozinho também.
Tava a fim de ficar com a cara no vento, por boa parte do tempo fiquei avaliando o sábado.
Foi um bom treino, sol, temperatura agradável. No final encontrei o Vieira e batemos um papo, mas logo depois acabamos nos separando e terminei o treino as 13:00 sozinho.


Abraço.

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Treino no Anel Viário

Ontem a noite a galera fez o tradicional pedal da Terça (MTB), minha planilha pedia 20km de CR com o pé embaixo. Combinei com meu amigo Ricardo que também estava a fim de pedalar speed e fomos para o Anel Viário. Ficamos somente no trecho da Republica Argentina.
O treino foi muito bom, estava me sentindo bem e completamos com uma média de 32,9km/h. Pode parecer baixo, porém o trajeto é curto, em circuito, o que provocava desacelerações constantes.
Depois ficamos rodando um pouco e fomos encontrar a turma do MTB no Parque Ramiro.
Foi um bom papo até que o frio acabou com a festa e mandou cada um para sua casa.
Hoje tem corrida.

Abraço.

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Semana da Pascoa = Treinos !


Olá, fiquei sem postar desde terça feira passada, mas não significa que não treinei. Pelo contrario. A semana foi bem produtiva, e não senti mais dores.
Na quarta corri 5km na praia, na quinta feira fiz uns 6,5km. Voltando a correr!
Esta semana quero ver se encaixo um treino de 10km.
Na sexta, feriado, fizemos um pedal para a Serra de Pomerode, Pezão, Marquinhos, De Paula e Pingüim.
O plano era fazer um treino de força na serra.
Mais uma vez acabei forçando a ida com o De Paula, desgarramos da turma e fomos até o portal num ritmo um pouco mais forte.
Na primeira subida da serra, apanhei feio. Na metade fiquei sem fôlego, coração a 101%. Mandei um gel prá dentro e fui encarar a segunda subida, no sentido Jaraguá-Pomerode. Esse muito mais punk.
Subi lento, controlando os batimentos e comecei a me senti melhor. A terceira subida, foi muito boa. Senti as pernas “soltas” e subi respirando bem.
Encontramos a turma do Fischer no alto da serra e ficamos batendo um papo legal.
Depois encaramos a volta, que prá mim foi desgastante na rodovia.
Fiquei na roda o tempo todo, cuidando para não perder o bonde nas subidinhas.
Quem pilotava o trem era o Pezão. Dá prá imaginar o ritmo.
Conforme ele: “Vim mantendo 35km/h só girando para não forçar a musculatura”.
Tá bom. Eu tava quase chorando lá na rabeira...
Fiquei muito cansado. Mais que o normal. Estranho, mas compreensível.

Fiz um retrospecto e lembrei que minha alimentação anterior ao treino tinha sido toda equivocada. Começando na sexta feira, pulei o almoço e só fiz um lanche as 15:30. O jantar, foi café com pão e na manhã do treino só um sanduba. Eu não podia esperar outro resultado.

Sábado, pensei em fazer um pedal de recuperação no Anel Viário, e comecei desta forma as 8:00. Sozinho.
Tudo ia bem até o Vieira aparecer com seu míssil vermelho.
Não deu outra.
O regenerativo foi pro espaço e acabei fazendo um treino de 60km em ritmo forte.
“Ainda bem que tem o domingo ainda, faço amanhã o de recuperação” pensei.
A noite fiquei ponderando, - “Devo descansar no domingo. Forcei demais prá quem esta voltando de uma lesão”.
Não deu.
Acordei domingo olhei prá fora e não resisti. Estava um lindo dia nublado, com muitas nuvens. Até parecia que ia chover. Perfeito para pedalar. Nada ia me impedir de fazer meu treino de recuperação, com batimentos controlados, giro leve, sem usar o clip, alongando as costas...Lá fui eu, novamente para o Anel Viário.
Adivinha que eu encontrei treinando lá ? O Vieira.
O resto já e previsível.

Logo após o Giovani Mainhardt se juntou a nós, fizemos um baita treino e batemos um excelente papo.
“Chineladas” no trecho de volta da toca da onça até a ponta aguda, na Republica, e no final da Silvano Candido. Fechei com 52km rodados, com uma média de 28,8km/h e vários sprints nas pernas.
Valeu Vieira e Giovani, muito bom pedalar com vocês.

Assim resumo esse fim de semana prolongado com feriado. Treinando bastante e me divertindo mais ainda.
Uma vez um cara me disse, que se eu estiver me divertindo durante os treinos, devo estar fazendo algo errado.
Não concordo.
Acredito que é possível treinar forte e se divertir ao mesmo tempo. E com os amigos que tenho isso fica fácil de realizar!

Abraço a todos, até a próxima!

terça-feira, 30 de março de 2010

Relato Treinos


Olá,
Voltando a postar. Na ultima quinta feira ainda estava em Itapema e repeti a dose. Fiz uns 3km de corrida muito leve, porém num ritmo constante. Mais uma vez senti a lesão no começo do treino, mas depois de aquecido ela ficou “sob controle”.
Corri até o Canto da Praia, tinha uma ou outra pessoa caminhando pela areia, um vento fraco e o clima bastante agradável.
Depois do treino me alonguei olhando os pescadores puxando uma rede de arrastão. Na verdade estavam cometendo um belo crime ambiental. A malha da rede não perdoava nada, e pegaram muitos peixes pequenos. Lamentável.

Sexta feira voltei para Blumenau, mas fiquei descansando, estava chovendo.
Sábado amanheceu nublado, liguei para o Fábio que confirmou um pedal de speed para Pomerode, saída as 14:30. Beleza.
O sábado na loja foi super estressante. Passamos a manhã inteira com o loja vazia e na hora de ir embora as 12:30 chega gente para nos amarrar até as 13:30. A partir daí foi uma correria, almocei mal, não descansei nada e já estava na hora de sair para encontrar a turma.
Seguimos eu, o Pezão, Marcos (Happy Bike) e o Fischer, que logo desistiu do treino.
O ritmo até Pomerode foi bem forte, fiquei quase que o percurso inteiro sem fôlego. Com os batimentos na maior parte do tempo entre 92% a 100% do meu limite.
Chegamos no portal de entrada e eu me sentia extenuado. Como ainda sinto dores, evito pedalar em pé, todo o torque de aceleração tem que vir da posição sentado mesmo.
As constantes acelerações que eles imprimiam nos aclives foram me minando.

Após um descanso no portal, encaramos a serra. A subida foi bem tranqüila, porém notei que mesmo neste ritmo leve meu desempenho era muito inferior ao dos meus companheiros. Eles subiam assoviando.
Fiz apenas uma subida e fiquei esperando os dois no boteco no alto da serra. Eles desceram para subir novamente do lado de Jaraguá.
Ali parado é que vi o quanto que estava cansado e com fome. Muita fome. Energia zero.
Detonei um gatorate, um bolinho de carne, um chocolate prestigio, uma barrinha de cereal e uma pacote de amendoim salgado...entendeu a fome agora?
Logo depois os dois chegaram, enquanto eles se reabasteciam os “borrachudos” se deliciavam com o sangue novo, tava difícil ficar parado lá.
Para completar o quadro, despencou uma chuva, que fomos obrigados a encarar na descida da serra.
A volta transcorreu da mesma forma da ida, pedalamos forte, pelo menos para mim. Fiz quase que a totalidade de pedal no clip sem usar vácuo.
Estou evitando o possível andar no vácuo. Mesmo quando fico atrás procuro dar um espaço maior para sentir o vento na cara. Nas provas que pretendo fazer vai ser assim.
Chegamos em Blumenau já no escuro, com um trânsito caótico, mas graças a Deus sem incidentes. O fator positivo é que não cheguei “destruído”.
O que pude concluir deste pedal é que tenho que voltar rapidamente a minha rotina de treinos. Já estou sentindo que perdi um pouco de condicionamento.
Preciso ter a consciência de não forçar demais no ciclismo, porque a corrida também faz parte do meu desafio e na verdade será bem mais determinante no resultado final das provas.

O domingo amanheceu chovendo não fiz nada, na segunda fiquei sabendo que o pessoal fez um treino de MTB a tarde. Fiquei de fora.

Na segunda, chuva novamente no fim de tarde. Em casa já pelas 20:45, olho pela janela e vejo um céu estrelado. Não tive duvidas, coloquei o tênis e me mandei para o Parque Ramiro.
Após um aquecimento em que senti a lesão comecei um trote leve, que logo engrenou. Fiz 5 km correndo num ritmo de 5,21 min/km. Devagar, mas constante. Sinal que a lesão esta melhorando.
Fiquei bem satisfeito e tive uma noite espetacular de sono.
Amanhã tem mais.

Abraço.

segunda-feira, 8 de março de 2010

Fim de Semana


Sábado, chuva. Não pedalei, não corri, só comi e até bebi. Mundo bizarro.

Apesar das previsões pouco otimistas do clima para domingo, o dia amanheceu com céu azul. Sol.
Sai da cama um pouco tarde, café rápido e antes das 9:00 já estava pedalando, anel viário.

Estava determinado a fazer um pedal forte. E fiz. Foi um treino com pé embaixo, encontrei o pessoal pedalando, mas o pelotão não estava coeso. Enquanto uns vinham outros iam.
Juntei com o Vieira, André e o Fabico que apareceu depois, fizemos um pedal muito forte, sem aliviar.
Fiquei muito pouco na roda dos outros, sempre procurando botar a “cara” no vento, puxando a fila.
Estava precisando dar uma forçada, o pedal terminou com 90km, sendo que durante 85 km consegui manter uma média perto de 30km/h.
Fiz a última volta acompanhando apenas pelo Giovanni, eu já estava sem água a algum tempo, e o final foi bem sofrido.
No retorno para casa fui obrigado a parar em uma conveniência para tomar um Gatorate, que foi uma das melhores coisas que já bebi em minha vida.

Qualquer intenção de correr depois desse pedal foi volatizada pelo cansaço que se instalou neste “ser pedalante”.
Fiquei meio podre o resto do dia. Mas valeu muito a pena. A semana estava meio que quadrada, não tinha encaixado nenhum treino bom.
Salvou a semana.