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terça-feira, 22 de junho de 2010

A roda que não roda.


No último sábado fizemos um pedal para Massaranduba via Vila Itoupava, eu o Marquinhos e o João. Saímos as 14:30 mantendo um bom ritmo.
Encontrei muita dificuldade para acompanhar os dois, tinha um vento contra que parecia me afetar muito mais que os outros, meu pedal não rendia.
Na subida da serra da Vila a coisa complicou de vez, procurei manter uma cadência mais baixa, pois queria fazer um pouco mais de força, os dois sumiram na minha frente.
Sentia minhas forças sumindo a medida que subia, mesmo depois, já no trecho de descida ao plano, parecia que eu sempre tinha que pedalar mais para conseguir manter o ritmo dos dois. Com 40Km de pedal e eu já estava “pela boa”.
Paramos em um boteco para reabastecer as garrafinhas e quando estamos para sair constatei que a roda traseira de minha speed esta trancando. Estava bem “freiada”.
Era até difícil fazer a roda girar com as mãos. Pronto. Tá explicado.
Pedalei uns 40km com a roda presa.
Depois desse episódio parece que nem bicicleta tinha embaixo de mim, voltamos num ritmo mais forte que a ida, foi um bom treino em boa compania.
Ontem corri 5km na esteira, estava chovendo de novo.

Abraços.

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Continuação do Começo do Fim do Mundo...


Passei a semana toda pensando no fiasco que fiz na subida do Morro do Cachorro no sábado passado. Aquilo não foi normal.
Neste sábado, segui novamente para o mesmo destino, acompanhado do De Paula, Felipe, Alessandro, Paulo e Molinari.
Puxei o pedal até perto da base do morro, reagrupamos e detonamos algumas tangerinas, fruto de uma investida furtiva do De Paula em um pomar particular.

Voltando ao pedal, desta vez a coisa foi diferente, concentrei a cadência mais na força e menos no giro, pedalei muito em pé. O desempenho foi outro.
Sofri bastante, mas nada comparado à semana passada, desta vez a subida rendeu.
Cheguei ao topo logo após o De Paula, não estava ventando como na semana anterior, mas estava muito frio.
Ficamos aguardando os outros pelo menos uns 40 minutos, não preciso dizer que quase congelamos.
A descida ocorreu sem maiores incidentes, salvo o Alessandro que resolveu conferir o chão de perto, mas graças a Deus sem maiores conseqüências, além de uma luxação em um dedo.
Voltamos num bom ritmo, já no escuro. Cheguei em casa me sentindo muito bem, nada haver com o que senti na semana passada.

No domingo, a preguiça me deixou sair da cama somente as 9:00, as 09:45 estava no anel viário norte, com a Cervélo. Porém, quero voltar ao sábado a noite para começar a contar a história desse treino.
Depois que chequei do Morro do Cachorro, já alimentado e limpinho, resolvi dar uma regulada na roda traseira da Cervélo, que parecia meio desalinhada, pois no último treino algumas marchas “pularam”. Como todos sabem não sou nenhum expert em mecânica de bicicletas, mas caramba...isso devia ser muito simples de regular.
Não era.
A bike é ótima, mas tem um sistema diferente das outras para o engate da roda traseira no quadro. Não tem gancheira.
A roda vai diretamente no quadro, dos dois lados; No local do encaixe existe um parafuso que serve para ajustes finos. O engenheiro que desenvolveu esse sistema deve estar preso hoje em dia. (Espero).
Fiquei mais de uma hora tentando acertar o alinhamento, mas não ficou 100%. Para constar me sujei todo de graxa...contei até 10...
Voltando ao domingo, dou minhas primeiras pedaladas e um barulho na roda denuncia que os quase 100% de alinhamento eram na melhor das hipóteses uns 60%.
Logo apareceu a galera e todo mundo em volta, parabenizando pela bike, enquanto eu com ajuda do Mauricio tentávamos alinhar a roda. Nada. Constamos que um parafuso estava torto, ai a explicação para não conseguir o ajuste.
Deixei a turma seguir com o treino e fui empurrando a bike até o posto onde havia deixado o carro. Contei até 10...
Voltei para casa, peguei a velha guerreira Specialized e mais uma vez fui para o Anel Viário.
Neste retorno, completando a odisséia, deparei-me com uma “caminhada” da saúde, anti-fumo, sei lá o que, fiquei uns 10, 15 minutos parado esperando os caminhantes atravessar a rua. Contei até 10, umas 5 vezes....
Ok.
Finalmente no posto, bike em posição, caramanholas, luva, capacete, sapatilha, sapatilha? SAPATILHA ???????
O pedal da Cervélo não é igual ao da Specialized, eu estou com a sapatilha errada nos pés.

I n a c r e d i t á v e l !

Me senti num filme dos Trapalhões, adivinha quem era o ator principal?
Contei até 250.000.
Não destruí nada. Estranho.
Coloquei a bike no carro, e voltei para casa. Peguei a sapatilha correta e fui novamente para o Anel. Já passava das 11:00. A Juliana não acreditava que eu ia voltar de novo. Nem eu. Mas fui.
Se não fosse, ficaria tão rabugento o resto do dia que nem eu mesmo me agüentaria.
Finalmente pedalando, logo na segunda volta encontro o Luciano, terminando seu treino, pedalamos juntos por 45 minutos, ritmo bem leve, só para exorcizar os acontecimentos matinais.
Esse não foi um treino físico, foi psicológico. Posso dizer que achei mais difícil.
Logo depois que cheguei em casa, toca meu celular, era o Max da Kona Bikes, perguntando se estava tudo certo com a Cervélo. Incrível, será transmissão de pensamento? Telebikepatia?
Conto o ocorrido e ele imediatamente se dispõe a mandar parafusos sobressalentes e me da umas dicas de como alinhar a roda.
Olha só que final feliz...
Hoje, se não chover, corrida.