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quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

De Volta ao Blog !

Olá Galera,

Quase trezentos anos depois da última postagem, volto a escrever no blog. Dei uma relaxada nos relatos e por pura preguiça não postei mais nada.

Vez ou outra converso com alguém que pergunta sobre o blog, e noto que por incrível que possa parecer fui inspiração para um ou outro, que usava meus relatos como motivação para fazer alguma atividade física. Legal!
Então valeu a pena escrever...e por essas pessoas estou retomando o blog.

Neste período sem relatos, continuei treinando e participei de algumas provas, entre elas fiz o GPI Summer de Triathlon em Balneário Camboriu, conseguindo um 6º. Lugar na categoria e fiz o Triathlon do SAGU na distancia olímpica aqui em Blumenau.
Ainda em novembro fui com os amigos do Clube Pedarilho de Jaraguá do Sul fazer o trajeto da famosa Estrada da Morte na Bolívia, de mountain bike.
Aproveitei a ocasião para fazer uma corridinha de 5km em La Paz, só para sentir como a altitude afeta o desempenho.

(Estrada da Morte - Bolivia)

(Altitude boa para pedalar, o nariz adora...)

A novidade maior é que participei do Mountain Do Deserto do Atacama, prova de 23km de corrida, essa foi punk e estou preparando um relato mais completo, com fotos e detalhes do lugar.

Fora isso, dei uma reduzida forte no ritmo de treinos nesses dois primeiros meses no ano, como já é tradição neste período de férias.
Para ter uma idéia estava sem pedalar e nadar desde 18/12/11, quase dois meses parado.
A corrida foi mantida, mas sem cobrança de tempo, mais curtição mesmo.

Ontem voltei a planilha, natação meio dia e bike a noite.

A natação começou forte, a Simone (Orientadora), não deu moleza, e sai da piscina cansado.
Como ando meio malandrinho, para evitar qualquer desculpa, deixei a bike e as roupas na frente da porta, então assim que chegasse em casa, ou sairia para pedalar ou teria que guardar tudo.
Choveu fim de tarde, mas mesmo assim sai para fazer uns 30km no anel viário norte, meu plano era rodar leve, voltar bem devagar.

Eu lá passeando numa boa e vejo passar o Waldemaro e o Pimentel com bikes contra-relógio num ritmo forte.
Pronto lá se foi meu passeio. Fui de MTB atrás, com a língua de fora. Porém senti bastante o ritmo e fiquei para trás nas subidas. Faltou perna e fôlego. Mas valeu a pena.
Fechei com 36 km, e voltei para casa com aquela sensação de dever cumprido.

Hoje vamos novamente para a piscina e a noite 10km de corrida com um morrinho no meio do caminho, só para esquentar a batata da perna!

Até a próxima!

Bons treinos!

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Copa Malwee de Triathlon – V Etapa do Campeonato Catarinense



Oi Galera,

Participei neste fim de semana dessa prova que foi realizada no belo parque da Malwee em Jaraguá do Sul, etapa prestigiada por quase 150 atletas, entre os quais alguns da elite do triathlon brasileiro.
Mantendo a tradição eu estava bastante ansioso, e antes da largada sentia um verdadeiro nó no estomago, que já se instalou em minhas entranhas logo quando acordei ainda em Blumenau.
Chegamos a Jaraguá ao meio dia, tentei almoçar com calma, mas na verdade o que fiz foi empurrar meio prato de macarrão para dentro.

Logo depois me preparei com a ajuda indispensável de minha esposa, Juliana, que faz toda a diferença nessas horas. Fazendo o possível para me acalmar.
- Obrigado pequena!

Bike check in; conferindo os apetrechos; beleza. Vamos para o local de largada.


Natação 1,5km:

A natação teve inicio ás 14:30, com um forte sol, portanto roupa de borracha proibida. Mais essa, eu queria nadar de roupa.

O trajeto foi montado no lago do parque, água limpa mas escura, uma natação que todos diziam ser “pesada”.

Apesar de ter treinado bastante, ainda não sinto aquela confiança toda na minha natação. E ao ver a distância que teria que nadar por duas vezes, é inevitável sentir um frio na barriga, para quebrar um pouco essa sensação, entrei na água e dei uma braçadas antes da largada.

Assim minha cabeça mudou bastante. Já não enxergava mais aquele “dragão” que eu havia criado no meu mundo imaginário. Passei a sentir-me mais confiante.

Bom, após breves explicações sobre o contorno de bóias, foi dada a largada.
Pancadaria total, mão na cara, cara na mão, pé no ombro, subi nas costas de um pobre atleta que ia mais lento a minha frente, subiram em mim e assim foi indo, aos trancos e barrancos.

Na verdade eu meio que esperava algo assim, mas se você não esta preparado é fácil entrar em pânico. Fico imaginando um Iron Man com 2.000 atletas, deve ser assustador.

Tive certa dificuldade em manter uma linha reta entre as bóias e com certeza perdi um precioso tempo com essa navegação atrapalhada. Fiquei contente por manter a respiração num ritmo coeso por todos os 1.500 metros.

Sai da água cansado, mas me sentindo muito bem. A natação ficou em termos de tempo acima do que eu esperava, não tenho o tempo oficial, mas pelo Garmin deu uns 33 minutos. A transição até a bike tinha uns 400 metros e fiquei feliz em subir na bicicleta. Esta é minha praia.


Ciclismo – 40km:

Apostei minhas fichas nessa modalidade e logo nos primeiros quilômetros ultrapassei muita gente, prova com vácuo proibido é uma beleza e muito mais justa.
Quem forçou na natação agora pagava o preço, vi muita gente se arrastando de bike.
Forcei bastante desde o inicio e com 13km percorridos senti cãibras atrás da coxa.
Estiquei o que deu e mantive o ritmo forte até o fim.
O calor castigou bastante e para hidratação levei uma garrafinha com Glicodry e uma com água, na transição notei que era um dos poucos com duas garrafas na bicicleta, e por pouco não descartei uma, mas isso seria um grande erro.

Consumi todas as garrafas, e depois que esquenta não tem como tomar o Glicodry sem mandar um gole de água atrás. É muito doce, não mata a sede, pelo contrario fica um “melado” na garganta.

Vi muitos atletas pedindo água ao pessoal que acompanhava a prova. O calor estava castigando geral.

Resumindo fiz um ótimo ciclismo, fiquei no clip praticamente todo o tempo, mesmo lutando contra um dor chata no pescoço, reflexo da natação.
Terminei a bike me achando “o cara”... mal sabia que iria mudar de opinião rapidinho.

Só para constar: Fiquei pasmo com a velocidade que fui ultrapassado pelos lideres na geral, os caras estão anos luz na frente em termos de condicionamento físico e técnica, tenho consciência que é impossível uma comparação, mas fico motivado em ver o quanto ainda posso melhorar.


Corrida 10Km:

Fiz uma transação muito rápida para a corrida e é claro que todo o esforço que eu havia feito na bicicleta traria conseqüências na corrida.
Fechei o primeiro Km pouco abaixo de 5 minutos, beleza esse é o plano, mas para conseguir esse manter esse ritmo já foi meio que no desespero.
A corrida não encaixava. Comecei a sentir aquela “famosa” dor no lado...

Eu havia me imposto umas regras para a corrida, na verdade duas:
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A primeira regra: - Não caminhar de jeito nenhum.
A segunda regra: - Respeitar a primeira regra a todo custo.

A coisa começou a ficar muito feia antes do km 2, uma galera começou a me passar, fiquei puto, mas meu corpo não obedecia direito, corria sem ritmo algum, ora forte, ora quase parando, respirava bem, tinha fôlego, mas as pernas resolveram se rebelar, meus músculos gritavam:

“PARE, PARE, você enlouqueceu? Não agüentamos mais, olha só essa dor no estomago, sem falar na vontade de vomitar, estamos avisando, vai dar encrenca...”

Vi dois atletas caminhando no posto de hidratação, nem sei o que aconteceu, mas quando vi também caminhava.
Agora Fod#u de vez. Quebrei a regra.

O problema de quebrar a regra uma vez é que provavelmente você vai quebrar novamente.
E assim foi, caminhei nas três vezes em que me hidratei durante a corrida.
Caminhadinha curta, só para beber os copos de água, mas que quebram o ritmo da corrida, que a essa altura já estava uma bosta.
Tomei uma tonelada de água nesses 10 km. Parecia um caminhão pipa. Porém apesar da barriga cheia de água a sede continuava a me consumir.
Depois dos primeiros 5 km minhas pernas desistiram de reclamar, e passei a correr no modo “zumbi”, que até foi melhor, consegui colocar um ritmo mais ou menos decente e voltei a passar bastante gente que havia me ultrapassado no inicio da corrida.

Terminei a parte de corrida com um baita sorriso no rosto, afinal de contas completei meu primeiro triathlon olímpico.

Não tenho os tempos oficiais ainda, mas para minha surpresa fique em 5º. Lugar na categoria. Muito além da expectativa.


A essa altura já não me achava mais o “cara”, assim que cruzei a linha de chegada, vi que não passo de mais um pobre ser humano que tenta superar seus limites físicos e mentais.
Lutando contra meus medos e fraquezas, buscando melhorar minha própria auto estima. - Eu posso.
E cada vez mais, eu me convenço que a parte física é a mais fácil, o verdadeiro desafio é mental, esse sim é difícil de superar.
É difícil manter uma atitude positiva quando seu corpo não esta mais gostando da brincadeira.

Sei que essa prova é nada.

A distância a pequena e não é considerada uma prova de resistência, mas para mim foi como cruzar uma fronteira.
Em novembro próximo faz dois anos que comecei a treinar, foquei inicialmente nas provas de corrida de rua, pois não sabia correr, comecei a nadar, pois o que sabia era não morrer afogado, fiz 3 duathlons, e um Cross Triathlon, mas somente agora sinto que valeu a pena todo esse esforço.

Neste período sinto que evolui muito e para melhor, sou uma pessoa mais focada nas coisas, mudei meu estilo de vida, alimentação, amizades, etc.
Quero viver essa vida por muito tempo, enquanto ela me proporcionar prazer e qualidade; e vejo longevidade nesse esporte.

Também é muito bom ver que você acaba influenciando pessoas a entrar no esporte, se conseguir fazer mais alguém começar a correr já valeu tudo a pena.
E ver amigos iniciando uma atividade física é muito gratificante, sem falar na minha esposa JULIANA que já esta treinando corrida e será minha companheira na prova do Deserto do Atacama, em janeiro próximo.

Nesse mundo multi-esporte, já esta marcado o próximo desafio. GP Summer de Triathlon em Balneário Camboriu, dia 13/11/11.

Apareçam por lá, é uma prova contagiante.

Agradeço a todos pelo incentivo, muito obrigado!!!
Abraço e bons treinos.

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Treinos, Provas, Provações...Afirmação!


Oi gente, tudo bem?

Fiquei um tempão sem postar. Andava meio sem inspiração parta escrever, meio sem tempo.
Neste período aconteceu muita coisa; boas e não tão boas.

Há um mês e pouco atrás meu pai sofreu um acidente doméstico e acabou por falecer.
Isso faz a gente dar uma boa pensada na vida, ele estava com 66 anos de idade, com saúde.
Fica a saudade e a lembrança de um pai que me ensinou a ser quem eu sou.

Após passar esse ciclone a vida vai voltando ao normal, e duas semanas depois retornei aos treinos, penei um pouco no inicio, é impressionante como uns dias sem fazer nada faz diferença no desempenho.

Neste período eu tinha duas provas no calendário, a 1ª. Etapa do Catarinense de Duathlon terrestre em Brusque, onde cancelei minha participação e a prova rústica de 6km, paralelo a meia maratona do Bela Vista.

Essa corrida de 6km eu fiz mesmo sem estar devidamente treinado, fechei com 25’49”, pace de 04:18/km, 3ª. colocação na categoria, (17 atletas) e 30º. na geral (137 atletas), fui quase um minuto mais lento do que no ano passado, quando havia ficado em primeiro na categoria.

Como já estou chegando perto da quarta década de vida, resolvi consultar com uma nutricionista para verificar como esta minha dieta e descobri que minha alimentação é ridícula.
Não sou de comer muita besteira, mas a quantidade de calorias que ingiro durante o dia é pequena, diante do gasto energético que me imponho.

Para minha surpresa, ela indicou que o percentual de gordura de meu corpo é de 16%.
Conforme os protocolos, pela vida que levo, deveria ser uns 10%.
Então ainda por cima estou gordo.

Confuso, mas simples. Preciso comer mais. Mas coisas saudáveis, frutas, sementes, proteína magra, cortar de vez as frituras o pão branco e por ai vai.

Resumindo, passei a comer muito mais e mais vezes durante o dia.
Uma mudança um tanto radical, principalmente no jantar. Essa refeição para mim sempre foi café com pão.
Agora tento comer “comida” à noite, estranho, mas após duas semanas no esquema já sinto uma boa melhora no meu rendimento e principalmente na minha capacidade de recuperação.
Começo a acreditar que a máxima, “saco vazio na fica em pé” é verdadeira.

Voltando aos treinos, tenho caprichado bastante na musculação, e tenho notado uma melhora boa na força de minhas pernas;
Eu vinha fazendo natação três vezes por semana, acabei por reduzir para duas vezes, assim consigo fazer pelo menos dois treinos de musculação na semana.
Claro que em breve tenho que dar mais atenção para a natação, mas como agora o foco é Duathlon e corridas, acho que ficou melhor desta forma.

Tenho feito treinos consistentes de bike e corrida, e sempre que possível incluo a transição.

No último sábado resolvi acordar bem cedo e fui treinar antes do trabalho, fiz 5km de corrida progressiva, pedalei 40km forte e corri mais 3km bem forte para fechar. O legal é que em seguida fui para o trabalho, tomei um banho e já me sentia inteiro.
Ganhei o sábado. Valeu muito à pena acordar cedo, o dia estava lindo e minha missão ‘atlética’ já estava cumprida pela manhã.

No domingo fiz 40 km de bike na rodovia Interpraias em Balneário. Esse pedal foi especial, o dia estava perfeito, céu azul, asfalto liso, trânsito muito calmo.

Foi um daqueles dias que você agradece por estar ali vivendo aquele momento.
Parei varias vezes só para admirar a paisagem, fiz algumas fotos e fiquei rindo sozinho sem acreditar que aquilo esta ali a nossa disposição de graça, todos os dias e a gente muitas vezes prefere ficar na frente de uma televisão, deixando a vida passar.
Quem não conhece a região esta perdendo, mas o que realmente faz a diferença é estar ali de bicicleta.
Só assim você tem a completa noção de quanto é bonita aquela região, e quão importante e cuidar da preservação daquele local.
Fico assustado com a exploração imobiliária, que põe em risco aquela maravilha da natureza.
Foi um dia espetacular!

Agora botei na cabeça que tenho que fazer aquele trajeto correndo, e promessa é divida.

Depois voltei para Itapema pela BR101, ai não foi tão espetacular assim, mas ainda bem que o trecho de BR é pequeno.

Hoje, segunda feira, pensei em descansar, nem ia trazer a mochila, mas como já me conheço deixei ela dentro do carro.
Dito e feito, deu meio dia e aquela vontade de fazer alguma coisa antes do almoço.
Fui ao Sesi e fiz 45’ de natação, só rodagem, banho de piscina, lavagem cerebral para o bem, depois de um exercício desse o trabalho parece brincadeira de criança.

No próximo sábado tem o Duathlon da Pedra Branca em Palhoça, ano passado fui muito bem nessa prova, e estou otimista para esse ano. Talvez eu esteja um pouco mais lento, porém venho sentindo-me mais consistente e forte para correr.

Vamos ver como fica, semana que vêm conto como foi.

Aproveito para convidar os sedentários que por ventura lêem este blog, a iniciar a fazer algum exercício. Vamos lá!
Posso afirmar que não tem arrependimento, é garantia de saúde e diversão ou seu dinheiro de volta.
Não comece amanhã. Comece HOJE! Não de desculpas, FAÇA!

Tem uma frase que exprime uma das coisas mais certas do mundo quando falamos de atividade fisica:

“Quem quer fazer algo arranja um meio, quem não quer, arranja uma desculpa”.

Esquece esse papo de que não tem tempo, afinal de contas não posso acreditar que você não possa dispensar 20 minutos do seu dia para você mesmo.
Se você realmente não tem 20 minutos, olha, você esta com sérios problemas.
Não queria estar na sua pele.

Corra, caminhe, 10, 15, 20 minutos, já é mais que suficiente para um começo.
A evolução vem logo, mas o reflexo no seu bem estar será imediato. Vai Viver!

Não esqueça que uma maratona começa com um simples passo. Eu nunca fiz uma maratona, mas já dei alguns passos...

Abraço a todos e bons treinos!

terça-feira, 21 de junho de 2011

Meia Maratona de Fpolis - Prova de 10KM

Um compromisso profissional me fez viajar logo na segunda feira e fiquei sem conseguir treinar a semana toda.
Além de não treinar meus horários entraram em colapso, assim como a alimentação.
No decorrer de 5 dias dormi pouco e mal todas as noites, e no lugar de água e sport drinks o que imperou foram cervejas e até alguns “destilados”.

Voltei a SC somente na sexta feira, e como já estava tudo perdido, emendei uma feijoada no sábado, regada a caipirinha e pizza com vinho no jantar.

Domingo dia da corrida, acordei as 05:00 e segui para Florianópolis encarar os 10km, sem pretensão alguma de fazer um bom desempenho. Diante das circunstancias estava pensando em passear por lá mesmo.



Ao chegar ao local da largada, fiquei surpreso com a grande quantidade de corredores, nunca havia participado antes de uma corrida com tanta gente, depois de ambientado me posicionei no meio do bolo para a largada.
Não deu nem tempo de aquecer.
A prova iniciou por volta das 07:30 com um clima muito favorável para correr, a temperatura amena contrastava com a animação dos mais de 6.000 participantes.

Estava me sentindo bem, mas bastante curioso com o que viria pela frente, 10km ainda é uma distancia estranha para mim, e minha semana havia sido um verdadeiro caos com relação aos treinos.

No meio da galera esperando o sinal de largada, comecei a botar na cabeça que ia tentar fazer um pace de 04:30/km. “Vamos ver no que dá”.

Largamos e fiquei encaixotado no meio da turba, fomos eu e o Ricardo abrindo espaço e fazendo um zig-zag, ganhando posições. Seguimos assim até a entrada da ponte, quando acabamos nos separando.

Na subida da ponte continuei mantendo o ritmo, passei bastante gente e notava que poucos me passavam.

Segui assim até fazer a volta aos 5km, já na beira mar norte. Somente no retorno na subida da ponte é que senti um cansaço mais forte.
Administrei o passo e segui marcando uns caras com camisa da Unimed que seguiam na minha frente.

Na ultima subida no bairro Estreito, dei uma forçada e deixei-os para traz, fui forte até o final, onde ainda disputei um sprint com 2 atletas.

Resultado: 47:23:10, - 13º. colocação na categoria (93 atletas) e 59º. na geral (530 atletas).
Completei a prova com um pace um pouco acima do planejado, 04:40/km, mas diante do caos que foi a semana e do trajeto da prova que de plano tinha pouco, na minha avaliação foi um bom resultado.

Fiquei contente!

Agradeço a minha nobre esposa, Juliana, que mais uma vez madrugou comigo a fez o apoio durante a prova, torcendo por mim, sempre com um sorriso lindo no rosto.
A turma da Sprint, que como sempre mostrou companheirismo e união contagiantes, fatores que ajudam a superar nossos próprios limites.

Quero parabenizar a organização da prova, que do meu ponto de vista foi impecável.
Ano que vem, se Deus quiser, estarei novamente nessa corrida, e quem sabe fazendo os 21km.

Na segunda feira, voltei a treinar, inventei de fazer musculação, apesar da planilha mandar descansar.
Senti o corpo dolorido a noite. Capotei na cama logo as 20:30...sono regenerativo.
Hoje fiz natação, 2.000 metros, o plano é fazer bike a noite, como esta chovendo, acho que vou encarar o famigerado “rolo”. O pior dos treinos.
Tem um monte de provinha pela frente, eu ando com vontade de fazer tudo. Conforme for acontecendo vou postando.

Abraço e boa semana a todos.

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Treino de Domingo - Queima Perna

Olá

O sábado foi recheado de compromissos. Pela manhã, trabalho, a tarde uma festa de aniversario de criança, com direito a muita guloseima. À noite prá fechar a conta, um casamento.
Pelo menos tive a decência de não beber nada alcoólico, pois havia me comprometido a fazer um treino de transição no domingo.

Fui deitar pelas 02:00 da manhã e já as 07:00 estava preparando a bicicleta.
Já no anel viário, para começar fiz 5 km de corrida. Normalmente encontramos a galera toda treinando, porém desta vez não tinha ninguém, o pessoal foi todo para Florianópolis assistir o Iron Man.

A manhã estava bastante fria, porém acabei subestimando a temperatura e logo quando parti para o trecho de bike comecei a sentir frio. O corpo molhado da corrida ficou literalmente gelado na bike.
Antes de terminar a primeira volta encontrei o Mauricio e o Olivio pedalando e juntei com eles.
Fiz 62 km de bike num bom ritmo, destaque para os últimos 15km, onde o Mauricio pirou e imprimiu um ritmo muito forte. Passei bastante trabalho para não ficar para trás e conseqüentemente minhas pernas ficaram literalmente queimando.

Ao voltar para a corrida pude logo constatar o estrago que essa última volta de bike tinha feito em minhas pernas.
Travou tudo.
Fiz apenas 2 km com os músculos das pernas revoltados, berrando para parar.
Assim que parei no carro fui agraciado com uma crise de câimbras que jamais havia sentido antes, nem em provas. Estranhei bastante essa reação.

Fiquei uns 10 minutos lidando com os repuxos, massageando e esticando, mas a coisa realmente estava complicada a ponto de pensar que seria impossível dirigir até em casa.
Finalmente a musculatura de uma folga e consegui ir embora, passei a tarde toda na cama curtindo o dia frio.

É muito gratificante correr e pedalar num dia como foi esse domingo.
Céu azul, nenhuma nuvem, uma manhã realmente muito bonita.
É bom se sentir vivo.

Mais uma vez vejo que não posso deixar a bike muito de lado. O preço a pagar é muito alto. Perde-se o condicionamento muito rápido, e realmente praticar outras atividades complementa, mas de forma alguma substitui um treino especifico.

Vamos em frente, hoje tem natação e tá um friozinho do bom...

Abraço.

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Corrida da Comunidade + Treinos


Olá,

Estou um tempo sem postar, a vida tem andando num ritmo tão rápido que mal reparamos como o tempo passa. Lamentável.

Continuo treinando todo dia e atualmente estou dando bastante ênfase para a musculação, (apesar de ser uma modalidade bastante chata) estou fazendo um trabalho dedicado ao fortalecimento muscular.

A natação continua devagar, na verdade estou fazendo só para manter o contato com a água, mas não é minha prioridade no momento.

A bicicleta esta mais devagar ainda, só tenho pedalado nos finais de semana.

Meu foco esta no meu ponto mais fraco: A corrida.

Minhas canelas deram um alivio na dor e investi um pouco mais em treinos longos, andei fazendo 18km esses dias.
O que doeu foi o joelho esquerdo, mas é compreensível, essa distância ainda é bem estranha para mim.

Ontem participei da Corrida da Comunidade, 9km, foi desgastante.
Larguei com a intenção de correr a 04:30/km, marcar o pessoal para ficar entre os 5 primeiros.
Logo nos primeiros km, senti que não estava com aquela bola toda, e com muita dificuldade mantive-me próximo ao ritmo previsto.

A prova acontece num circuito de 1km, que conta com uma leve subidinha por volta dos 400 metros. A cada passada naquele trecho eu sentia mais dificuldades, meu tempo começou a cair alguns segundos volta a volta.

Fui ultrapassado por um atleta de Timbó, tentei ficar na “cola dele”, mas ele abriu uns 20 metros.
Coloquei na cabeça que ia buscar e passei duas voltas me esforçando para alcançá-lo, no km 5 cheguei nele.
Ai foi uma disputa até o final da prova, corremos praticamente lado a lado por mais 4km, sempre um tentando abrir do outro.

Quando faltava uns 200 metros para a chegada, reuni forças para um sprint e consegui chegar na frente.

Sei que no comput final da corrida essa disputa não valeu nada, mas na minha cabeça são essas disputas localizadas dentro da prova é que me fazem encontrar energia para seguir em frente, mesmo quando já penso estar completamente esgotado.

Acabei ficando com a 4ª. colocação, pódio. O ritmo final ficou em 04:39/km, fui um pouco mais lento do que esperava, mas diante das circunstâncias foi um bom resultado.

Ainda não encontrei a resposta, mas foi uma corrida muito desgastante, principalmente psicologicamente.
Minha cabeça foi invadida por pensamentos negativos nos primeiros quilômetros, não sei o por que, mas eu não me sentia confiante, como resultado tive que fazer duas corridas distintas:

Uma mental e uma física.

Como sempre acontece a mais difícil foi à mental.
Em vários momentos pensei que não completaria os 9 km, mas na verdade via que o corpo estava bem, ainda tinha “perna”, porque a cabeça pensava o contrario é que eu não conseguia entender.
Lutava para espantar esses pensamentos me concentrando em respirar direito, fazer uma passada firme, manter a postura...

Cada vez me fico mais convencido que não basta só treinar o corpo. Temos que treinar a mente, e pelo menos para mim isso é bem mais difícil.

Vamos ver se evoluo para a próxima.

Abraço.

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Psico-Treino.

Olá,

Este final de semana foi meio esquisito, tinha um monte de coisa prá fazer e ao mesmo tempo eu não estava com aquela vontade toda de fazer alguma coisa.

Em Pomerode, seria realizada mais uma edição da copa Hans Fischer de ciclismo, mas não ando com essa bola toda na bicicleta para enfrentar uma prova desse naipe, ainda mais com morro do meio do caminho.

Também tinha a Corrida do Trabalhador, 8,5km, mas algo me dizia que a organização dessa corrida deixaria à desejar, pelo que soube depois, a mesma foi caótica, o transito sequer foi fechado e os competidores correram espremidos entre o meio fio e os carros. Perigoso. Ainda bem que não fui.

Para compensar, no domingo fiz um bom treino de transição no anel viário norte, ao contrário dos outros finais de semana, não tinha quase ninguém treinando, todo mundo ocupado com a Hans Fischer e com a Volta a Ilha.

Iniciei o treino com 3km de corrida leve, parti para 15 km de bike forte, depois mais 3km de corrida moderada e novamente 15km de bike, fechando o ciclo com 5km de corrida com subidas.

Como fiz todo o treino sozinho tive bastante tempo para colocar meus pensamentos em dia, principalmente durante as corridas, especialmente no último trecho, onde eu já “estava mais prá lá do que prá cá”.

Enquanto percorria esses 5km, sob um sol considerável a cada minuto me convencia mais que correr não passa de uma espécie de auto-flagelação.

Atualmente venho sentindo novas modalidades de dor.
Quando comecei a treinar a pouco mais de um ano, o que doía eram os joelhos.
Dorzinha chata, aparecia as vezes com força, depois sumia como que por mágica, depois tive uma lesão no glúteo (região também conhecida por bunda), fiquei uns 45 dias em recuperação, mas sinto até hoje que não esta 100%.

Quando iniciei os treinos de tiro, visando melhorar minha velocidade, vivia choramingando as pobres panturrilhas (vulgarmente denominadas, batatas da perna).

Agora a bola da vez são as canelas, puts como doem, e as danadinhas ficam latejando a noite na cama, um saco.

Mas por outro lado, correr dá prazer.
Principalmente quando acabamos de correr, por vezes até sinto prazer enquanto corro, mas provavelmente sinto isso pela falta de oxigenação no cérebro, heheh.

Claro que estou falando em correr com desempenho, forçando o corpo, correr na boa é muito bom, gratificante. O sentimento de realização, satisfação após correr é inegável.

Alguns perguntam: Por que correr?
Simples. É sofrido mais vale à pena.

Durante a corrida é como se nossos pecados fossem perdoados, é uma penitência, quase como ajoelhar no milho, só que dói mais.
Quando acabamos de correr é como se alcançássemos a última etapa da contemplação, que é caracterizada pela ausência da dor e pela posse da verdade, como decorrência da integração no espírito do Universo ou no seio da divindade suprema. (Cacete, leia de novo !!!!!)
Tem coisa que dói mais que correr, por exemplo:
- Correr, pedalar e correr novamente e depois ainda pedalar de novo e prá fechar correr mais uma vez.
Terminei o treino meio zonzo com de tanto pensar, na verdade acho que tive um pequeno derrame enquanto corria, tal a quantidade de pensamentos que vazaram da minha cabeça.

Essa foi a parte psicológica do treino, ou seria parte psiquiátrica...tenho minhas dúvidas.
Fisicamente falando, terminei o treino em boas condições!
Hummm, pensando bem, em péssimas condições.

Em casa, após comer feito um leão que se alimente com arroz, verduras e bife, a adrenalina baixou e junto com ela toda minha vontade de permanecer na posição vertical.
Dormi boa parte da tarde e passei o resto do domingo imaginando como seria trabalhar como produtor do programa do Gugu, imagino que provavelmente não deve ser tão cansativo como essa vida de atleta de-meia-idade-em-crise-de-personalidade.

Na manhã desta segunda feira, pulei da cama bastante entusiasmado, imaginando como seria bom o treino de natação programado para o meio dia, mas infelizmente meus hormônios sofreram serias oscilações no período da manhã e acabei trocando o treino por um almoço “solo” no shopping!

Depois de um delicioso Penne á Parisiense, zanzando pelos corredores daquele ambiente consumista, acabei por comprar o livro “Nascido para Correr”.
Quem sabe lendo esse livro, descubra se sou ou não um bom “leitor”
– Ráá ! Pensou que eu fosse dizer corredor!!!!

Dá um desconto gente, é segunda feira!

Abraço.