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segunda-feira, 7 de junho de 2010

Morro do Cachorro. Começo do Fim do Mundo



Após uma sexta feira de muita chuva, o sábado amanheceu com um céu azul, sem nuvens, um belo sol.
Combinei um pedal de MTB com o De Paula, destino: Morro do Cachorro. Estava com muita vontade de pedalar off-road, o dia convidava ao contato com a natureza.
Saímos por volta das 14:00 seguindo num ritmo forte até o inicio da subida, o vento contra dificultava as coisas, como tenho pedalado muito mais com a speed, parecia que minha bike pesava uma tonelada, o pedal não rendia.
Logo no inicio do morro fui obrigado a parar para tirar o corta vento, estava muito sentindo muito calor, apesar do vento frio.
O De Paula, acertou um ritmo e foi subindo, abrindo uma diferença gradativamente. Meu pedal simplesmente parecia não render, não estava me acertando com a relação de marchas, com a mochila de hidratação, com o selim, com o guidão, com o casaco, com o vento, com o calor, com a respiração e por ai vai.
Resumindo, não estava legal para pedalar.
A subida toda foi um verdadeiro martírio, acho que foi a pior subida da minha vida. Fiquei sem entender nada. Estou bem treinado e motivado. Mas a coisa não rendia. A bike parecia não sair do lugar. Parei duas vezes para verificar pneus, freio, altura do selim, na verdade procurando alguma explicação por esse desempenho pífio.
Não vi nada errado. Acho que não era dia mesmo.
Quando cheguei ao topo, além da vista espetacular da cidade, pude constatar o imediato principio de congelamento de meu tão judiado corpo. Que frio. Que vento.
Ficamos uns 5 minutos lá em cima e tocamos a descer, muitos motoqueiros no caminho, muitas valas, pedra solta. Não foi muito legal. Eu já não estava mais no clima.
Cansado.
Na volta o vento contra ditava o ritmo, puxei bastante na frente, forçando a barra. Tava ficando podre.
Sabe quando a gente esta quebrando e começa a torcer prá chegar em casa? Eu estava assim.
E não fiquei triste quando furou o pneu do De Paula. Enquanto ele trocava, consegui recarregar um pouco as baterias já esgotadas.
Cheguei em casa sem maiores incidentes, mas com o orgulho ferido. Heheheh.

No domingo, mais um belo dia, frio. Fui para o Anel Viário as 9:00, corri 6 km, peguei a bike e fiz 60km em duas horas. Tinha pouca gente treinando, fiz a maior parte do pedal com o De Paula e o João.
Logo esqueci o sofrimento do sábado, pedalar de speed é outra coisa, leveza, fluidez.
Ô coisa boa!
Prá variar um vento contra no volta da 2 de Setembro, mais foi um bom treino, consegui encaixar um bom ritmo.
Ainda não me acertei 100% com a Cervélo, troquei o clip Vision por um T2-Cobra, mas ainda tenho que ajustá-lo melhor, ainda me sinto meio “esticado” sobre a bicicleta.
Tentei ficar o maior tempo possível no clip, mas para trocar as marchas estou tendo que esticar o braço. Não esta legal.
Também fiquei o treino todo com os dois pés dormentes, estranho.
Bom, parece que o tempo firmou de vez, esta frio e com sol. Hoje segunda quero correr uns 10km. Amanhã conto.

Abraço.

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Semana Molhada


Esta meio complicado treinar esta semana, o clima instável não tem colaborado em nada. Segunda feira fiz 5 tiros de 1km no parque Ramiro, forte. Senti levemente aquela lesão no glúteo.
Terça um compromisso me impediu que treinasse a noite, quarta fiz 35 minutos de trote leve pelas ruas da cidade, fechando o treino sob uma garoa fina e fria.
A expectativa estava para o feriado de quinta feira, tinha programado um pedal de no mínimo 90km pela manhã e um treino de corrida com o Juliano a tarde.
O dia ficou fechado, chovendo impossibilitando cumprir a planilha. Poderia ter enfrentado a esteira, mas confesso que faltou vontade.

Amanhã tem uma prova de Contra Relógio em Joinville, estou pensando em participar, porém um pouco apreensivo com relação a bike, pois eu praticamente não pedalei com ela até o momento, sequer experimentei o clip novo e as rodas...
Inaugurar em uma prova, com certeza não seria o mais indicado, mas e vontade de pedalar novamente naquela estrada perfeita?

Vou cruzar os dedos para o tempo melhorar, com sol, não vai ter como ficar em casa.
(Foto da área de transição no Iron Man Brasil – 2010)

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Iron Man Brasil - 2010





Inspiração.

O que é uma inspiração, porque às vezes temos este sentimento de querer, de poder, de conquistar?
O que nos motiva a quebrar nossas barreiras, superar nossos limites?
A palavra mais adequada que encontro para responder essa pergunta é “EXEMPLO”.

E ontem tive uma overdose de exemplos de motivação de inspiração.

Ao assistir o Iron Man Brasil 2010, pode sentir uma mistura de todas essas sensações de uma forma muito intensa. Momentos isolados que no contexto do dia fizeram muito sentido, momentos que fazem a gente refletir sobre a vida, sobre como vivemos nossa vida. Sobre escolhas.
Não vi a largada da natação, quando cheguei os últimos estavam saindo da água. E fiquei acompanhando a retirada das últimas bikes da transição, ali já começou aprendizado à qual me submeteria no decorrer do dia.
Acompanhei um Senhor, retirando a bike, sua mulher estava aguardando sozinha na transição com uma máquina fotográfica nas mãos. Ele veio caminhando calmamente pegou a bike, fez fotos com o staff e seguiu seu caminho sem pressa, sem ansiedade, sem cobrança. Essa era a prova dele. Era prá ele.

Assisti o ciclismo, a empolgação das torcidas a alegria e sofrimento dos atletas, víamos a força voltar a cada um deles, quando ouviam seu nome sendo gritado pela torcida.
Assisti a transição da bike para a corrida, o esforço dos atletas para caminhar após os 180 km de ciclismo.
Fiquei emocionado com as pessoas terminando a maratona, muitos com lágrimas nos olhos, todos vencedores.
Foi um domingo emocionante em todos os aspectos, ver a chegada dos profissionais do esporte, cravando tempos recorde, mas ainda assim saber que são seres humanos, como nós, demonstrando suas fraquezas perante uma arquibancada lotada, chorando pelo esforço físico, pelo desgaste emocional, pela alegria conseguir superar seus limites.
Afinal, qual é o nosso limite, senão aquele que nós mesmos nos impomos.

Por vários momentos me peguei com os olhos cheios de lágrimas, acho que todos que estava presentes passaram por isso.
Não acompanhei a prova até o final, sai de Jurerê por volta das 18:00, já estava escuro, no caminho para casa, cruzei com centenas de atletas, muitos iniciando a maratona.
Lembro que quando deitei na cama já em Blumenau, perto da meia noite pensei nas pessoas que ainda deviam estar correndo, seguindo rumo ao seu objetivo, a linha de chegada, que em minha opinião não é um ponto final.
É sim um ponto de partida, um ponto que quando ultrapassado leva a pessoa para uma nova vida, acho que ninguém possa continuar sendo a mesma pessoa após completar um Iron Man. Eu nem fiz e já me considero outro.

Parabéns a todos os atletas que participaram desta grande festa e muito obrigado pelo exemplo, pela lição que vocês deram a todas as pessoas presentes.

Agradeço também a minha maior fonte de inspiração, minha esposa, Juliana, que teve toda a paciência do mundo em ficar comigo durante todo o domingo acompanhando a prova, muito obrigado meu amor!

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Iron Man 2010


Na última quarta feira fiz um treino de corrida na pista do parque Ramiro, 10 tiros de 300 metros e mais 2km de trote leve. Não consegui encaixar direito a corrida, foi um treino muito cansativo.
Acho que parte se explica pela minha alimentação neste dia, comecei avacalhando no almoço, com musse de chocolate, na tarde muita cuca de banana. Senti-me pesado durante todo o treino...

Quinta, dia de descanso, fui a Florianópolis dar uma olhada na feira do Iron Man 2010.
Aproveitei que o pessoal da Kona Bikes estava lá e troquei o clip da minha bike por um T2 Cobra, agora ficou no tamanho adequado.
A feira é o verdadeiro paraiso para quem gosta de assunto. Tudo aquilo que procuramos, sonhamos esta lá ao alcance das mãos. Infelizmente nem sempre ao alcance do bolso, mas tudo bem.
A feira esta uma verdadeira “muvuca”, muita gente, fiquei impressionado. Por ser apenas quinta feira, pensei que ia estar com pouca gente.
A expectativa para essa prova é muito grande e é possível sentir no ar a magia que envolve o evento.
Já no caminho para Jurerê encontrei inúmeros atletas pedalando, correndo, enfim fazendo os ajustes finais para o grande dia.
Vi um cara passando com uma Mérida Verde-Branco, era nada menos que o Oscar Galindez treinando. Esse é o “cara”.
Da prá sentir a ansiedade no ar, o pessoal treinou um ano inteiro para colocar tudo a prova neste próximo domingo. Espero que o clima colabore, se der tudo certo pretendo acompanhar a prova.
Quem sabe um dia eu também esteja entre os competidores de um Iron, mas para isso tem ainda um longo, muito longo, caminho pela frente.

Abraço.

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Começando a Semana

Comecei a semana meio devagar, segunda feira fiz apenas exercícios funcionais em casa mesmo, na terça a noite pedalei com a turma de MTB, fomos para o encano via Ristow, puxei bastante na ida e voltei mais tranqüilo. O pedal fechou em 32km, destaque para os trechos com lama que deixaram minha bicicleta especialmente embarrada, super legal para quem mora em apartamento.
A lua cheia tornou quase desnecessário uso do farol, a noite estava muito bonita.
Na volta demos uma parada no chopp de Gilmar no parque Ramiro, mas eu fiquei só na água de coco.
Só ali fiquei sabendo que o Xixo andou visitando o solo na descida de um morro mais radical. Ainda bem que não se machucou.

Abraço.

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Treinos Molhados


Fim de semana agitado, começando na sexta-feira a noite, realizei um treino de corrida no parque Ramiro, 10km, sendo 1 minuto forte e 4 moderado.
Sexta feira é o melhor dia para treinar no parque, poucas pessoas caminhando e normalmente quem se dispõe a fazer exercícios na sexta-feira não esta lá de brincadeira. Tem dia que a maioria das pessoas esta passeando e conversando pela pista, acaba atrapalhando um pouco quem está lá para treinar.
Porém tenho consciência de que o parque Ramiro não é um local destinado e treinamentos mais sérios e sim um local de lazer para a comunidade.
O treino foi muito bom, na última volta a chuva despencou a me deixou encharcado, voltei para casa num trote leve, pois se fosse caminhando acho que congelaria.

O Sábado amanheceu com muita chuva. Havíamos marcado um pedal para Pomerode com saída as 14:00.
Neste horário estava caindo à maior chuva. Uma breve parada no aguaceiro e fui dar uma olhada no ponto de encontro e lá estavam o Pezão e o De Paula. Resolvemos ir de qualquer forma para o treino.
No meio do caminho despencou o inevitável temporal. Ainda bem que fui com a Cannondale, coitada da bike, ficou um traste. O pedal seguiu em um bom ritmo até Pomerode, sob muita chuva, subi a serra muito bem mantendo uma cadência que normalmente não consigo manter, o clima ameno ajuda muito.
Fiquei no barzinho no topo da serra aguardando De Paula e o Pezão que desceram para o outro lado, ou melhor, tentei ficar pois após alguns minutos parado comecei a gelar. Estava ensopado. Resolvi descer sozinho.
Pedi para o dono do bar avisar o pessoal e segui o pedal. Muito frio na descida da serra, depois vim mantendo um bom ritmo até Blumenau, sempre alternando trechos com chuva. Para finalizar quando estava na rua Benjamin Constant, um prego fura o pneu dianteiro. Não acreditei.
Eu estava imundo, gelado, a bike mais imunda ainda. A vontade de trocar o pneu aquela altura do campeonato não existia.
Resumindo tirei as sapatilhas e fui empurrando a bike até em casa, sob uma chuva fina. Andando descalço, ou melhor, só de meias, amarelas!
Parecia um lunático, de capacete, todo sujo, empurrando uma bicicleta e com as benditas meias amarelas. Depois de uns 20 minutos de caminhada estava em casa.
Entrei no chuveiro com roupa, capacete e tudo. Banho quente...

Depois dessa só pedalaria domingo sob os raios do sol, com um céu azul, sem o menor vestígio de chuva.
Quando olhei pela janela as 7:00, chuva. As 8:00 chuva, 9:00, molhado mas não chovendo.
As 10:00 me perguntava o que estava fazendo pedalando no anel viário norte. Não tinha céu azul nenhum, muito menos sol. Logo na primeira volta um aguaceiro tratou de me deixar ensopado. Maravilha.
Fiz uns 45 km em um bom ritmo e depois corri 5 km moderado. Voltei para casa mais uma vez molhado, mas pelo menos com um sentimento de ter feito todo o possível para manter os treinos programados em dia.
Desta vez venci o clima. E não fiquei resfriado!!!
Se fosse a um ano atrás estaria com uma baita gripe. Minha recuperação esta muito boa.

Ainda cheguei a tempo de assistir a etapa do Giro de Itália, com chegada no topo do Monte Zoncolan.
Assistir esses caras pedalando montanha acima e ainda atacando é impressionante! Acho incrível a empolgação da torcida que acompanha a prova, deve ser algo indescritível subir uma montanha daquelas com milhares de pessoas acompanhando e torcendo ao seu lado.
Na etapa de ontem, o que chamou minha atenção foi a diferença de estilos entre os dois principais protagonistas da etapa. O italiano Ivan Basso e o australiano Cadel Evans.
Enquanto Basso parecia subir tranquilamente, normalmente pedalando sentado, Cadel Evans em contraste, pedalava forte, quase sempre em pé, nitidamente muito mais desgastado.
É uma grande inspiração para qualquer ciclista amador assistir uma prova dessas, recomendo!

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Treino de Quinta Feira - MTB


Ontem a noite fiz um pedal de MTB com o pessoal do bike100limites, minha expectativa era aquele passeio tradicional das quintas feiras, mas que nada, apareceram 9 bikes sedentos por velocidade.
Pelo que senti a turma tradicional do 100 limites não tem comparecido muito as quintas.

O pedal foi muito legal, subimos o Laguna, estava bem frio, mas aquele morro deixa qualquer um com calor, subi bem, girando bastante, mesmo assim fiquei anos-luz atrás do Marquinhos (Happy Bike), o cara é um fenômeno na subida, tá muito forte!

Novamente as descidas foram mais devagar que gostaria, definitivamente não enxergo direito a noite, apesar do farol bom, fico procurando a estrada, acho que vou começar a pedalar de óculos de grau a noite, é a idade chegando.
Na volta juntamos eu e o Marcelo Olívio, que esta pedalando muito forte e retornamos em um ritmo muito bom, cheguei em casa as 22:00, fechando 43 km.
Não me animo muito com os pedais de quinta feira porque é muito lenga-lenga, chega-se muito tarde em casa, mas ontem o negócio foi bem direto, gostei.
(A foto acima foi feita em um passeio ocorrido no período Cretáceo, com a turma da época, destino: Faxinal do Bepe)