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segunda-feira, 11 de abril de 2011

Triatleta, Hippie, Punk e Rajnesh !



Olá,

Esse último fim de semana foi ótimo, na sexta à noite fui para a praia (Itapema), já fazia um tempo que não passava um final de semana lá.
Como não sou de ferro, nem pretendo ser, no sábado cometi umas barbaridades gastronômicas, peixe frito, camarão, cerveja, cubinhas, resumindo, tudo aquilo que vai contra a vida de alimentação regrada de alguém que pretende ser competitivo como atleta.

Mas que saber? Sinto-me mais feliz assim.

Estava pensando em correr no sábado fim de tarde, mas estava com uma tremenda cara de chuva, acabei abortando o treino e dediquei meu tempo a comilança de frutos do mar.

Antes de ir para a cama abri o livro “Do que eu falo, quando falo de corrida” do escritor Haruki Murakami, (leitura que recomendo a todos); comecei a reler pela 18ª. vez o capitulo onde ele descreve o que sentiu durante sua participação numa ultra-maratona de 100km.
Era a inspiração de que necessitava, pulei da cama no domingo logo pela madrugada, 09:30, (ai, ai), tomei um breve café da manhã, coloquei o tênis e sai para correr.
Estava a fim de correr bastante, estava a fim de correr sozinho, de pensar, de curtir a corrida.
Não levei mp3, queria me concentrar na corrida, fui sem camisa, coisa que nunca faço.

Senti meu corpo desintoxicando imediatamente. Senti minha cabeça desintoxicando.
Queria manter uma média de 05:30/km, mas notava que estava um pouco mais lento, ia seguindo em direção a Perequê, pela areia batida da praia. O sol estava alto, mas o vento ajudava a refrescar.

Corria medindo o comportamento de minhas canelas, que por sinal se saíram muito bem. Não senti dor alguma.

Chequei ao Rio Perequê e segui correndo pela estrada até a ponte, foi o único trecho que calçamento, logo depois voltei a praia já em Perequê.

Lá pelo km 6, veio um cansaço mais forte, mais consegui espantá-lo com pensamentos positivos sobre a corrida, sobre o que estava fazendo ali, sobre essa benção que é poder correr com saúde.

Corri até o final da praia, para deparar-me com um costão que desconhecia, segui por uma pequena trilha, por entre arvores, um lugar muito bonito, algumas famílias faziam piquenique sob a sombra dessas arvores, senti um pouco de vergonha por não conhecer esse lugar tão bonito e tão próximo de mim.

Parei num botequinho, tomei um gatorate, repondo um pouco do liquido perdido, a essa altura do campeonato o calor já estava forte, e a quilometragem batia os 8,5km.
Comecei a volta, agora o vento estava a favor, e não ajudava nada na refrigeração.
Lá pelo km 11, fiquei um pouco preocupado com um possível “derretimento do núcleo do reator”, vinha mantendo um ritmo um pouco mais forte do que imprimi do trajeto de ida, estava determinado a vencer meu parceiro virtual que corria nos 05:30/km.

Mas eu estava bem atrás.

Faltando 5km, resolvi colocar mais lenha na caldeira, e disparei abaixo dos 04:30/km. O sol não contribuía muito com meu desempenho, mas continuei forçando o ritmo.

Fechei o treino com 17km a 05:32/km, como fui muito lento na ida, normalmente quase a 06:00/km, a volta foi bem puxada para alcançar esse tempo.

O dia estava lindo, quase meio dia, ninguém na água, como estava prestes a me transformar em uma poça de suor, resolvi entrar no mar. Gelado.

Depois do choque inicial, senti renascer a energia. Foi à melhor coisa que fiz, após 10 minutos na água fria, eu me sentia como se não houvesse corrido, que sensação boa!
Sem falar que durante a corrida, mesmo quando forcei, não senti absolutamente nada nas canelas! Acho que o grande inimigo é o asfalto, o calçamento.

Nas postagens recentes expressei minhas dúvidas com relação ao volume de treinos, do por que disso tudo, pensando bem agora entendo melhor. Tem que ter um equilíbrio.

Minha outra grande paixão é a música.
Sempre fui muito ligado a música, até que um belo dia resolvi montar uma banda, que esta desativada a pelo menos uns 3 anos.
Nunca aprendi a tocar nada direito, somente dou uma enganada, mas a diversão é garantida.
Voltamos a nos reunir na semana passada e decidimos voltar a ensaiar!

Voltei para Blumenau ontem no final da tarde, e chegamos bem a tempo de ir ao show do Wander Wildner que aconteceu no Ahoy Tavern Club.
Somente quando entrei no bar é que me dei conta de quanto tempo não faço nada diferente, a quanto tempo não saiu na noite.
Fomos eu e minha estimada esposa, Juliana, só ela prá me acompanhar em pleno domingo a noite num show completamente alternativo de punk-brega, que seria uma mega roubada para muitos.

O show foi ótimo! Muito bom mesmo, quem não foi perdeu uma grande apresentação do Wander, tocando com muita inspiração.
O repertório foi recheado de perolas, fiquei com uma grande duvida sobre o titulo dessa postagem, poderia ser: “Eu tenho uma camiseta escrita eu te amo”, “Eu não consigo ser alegre o tempo inteiro” ou “bebendo Vinho”.

Só tinha ido a esse clube uma vez, faz tempo, na época era KGB, bem podrão, mas valorizo por ser um dos poucos lugares em Blumenau que abre as portas para bandas iniciantes.
Agora com o nome de Ahoy, notei uma nova proposta, um bar muito legal com um público alternativo. Gostei.
Como diz a letra do Júpiter Maça:

“Um lugar onde as pessoas sejam loucas, e super chapadas, lugar do caralho!”

Sinto-me muito bem nesses ambientes, nada de música sertanoja universiótaria e nada dos “spunq, spunq eletrônicos.
Veja bem: nada contra quem gosta, mas realmente não bate como meu gosto musical. Cada um na sua praia.

Não preciso dizer que numa festa dessas a cerveja come solta, mas ai é que entra a história do equilíbrio. Hoje vou compensar na natação.

O Blog nasceu com o objetivo de relatar minha rotina com treinamentos, mas agora vocês vão notar uma mudança, os assuntos serão mais abrangentes, mas sempre com foco maior no esporte, mas a fase da música tá voltando...viu Ju?

Aproveito para avisar a vocês que finalmente me rendi ao twitter, e quem quiser acompanhar as baboseiras que escrevo é muito bem vindo!
@rockmar77

É isso ai, até a próxima!

4 comentários:

  1. adorei este post... melhor de todos...!!!!

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  2. Valeu cara, mas tu tá fumando um baseado também...kkk... cadê aquele Ferreira?... tá certo, na vida temos várias fases e temos que aproveitar cada uma delas, eu estou numa fase muito competitiva e motivado, mas não é fácil, ou você leva a sério ou o resultado não vem.
    Mas quando todo esse esforço é prazeroso vale a pena.

    Abs

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  3. Cara, isso ainda vai render um livro!!!
    Boa semana!!

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  4. Bah... e eu fiquei em casa porque não achei um parceiro para ir no show! rsrsrs

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